Gandhi disse:

" Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas. Não há o suficiente para a cobiça humana" - Gandhi

domingo, 18 de abril de 2010

Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto, firmado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, é um acordo internacional que estabelece meta de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa pelos países desenvolvidos em pelo menos 5,2%, em relação aos níveis apresentados em 1990. Essa meta global deverá ser atingida no período de 2008 a 2012.

Composto de um preâmbulo, 28 artigos e dois anexos, o protocolo foi aprovado e aberto a assinaturas na cidade de Kyoto, Japão, em 14 de dezembro de 1997, durante a realização da 3ª Conferência das Partes da Convenção.

O protocolo complementa a convenção da ONU sobre mudança do clima no planeta, assinada na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro em 1992, a Eco-92.

Pelo acordo internacional, os países integrantes da União Européia (UE) têm meta conjunta de redução de emissão de gases de efeito estufa de 8% em relação a 90. Os EUA, país que responde por quase 25% das emissões de gases-estufa, abandonaram o protocolo no ano passado por decisão do presidente George W. Bush.

Dos 111 países que devem participar do protocolo, 74 ratificaram (aprovaram como lei) o documento. Até o momento, conta com a adesão de países industrializados responsáveis por 38,5% da emissão de gases.

Para que o protocolo entre em vigor, é preciso que ele seja ratificado por pelo menos 55 países, que representem 55% das emissões do mundo desenvolvido.

O Protocolo de Kyoto não prevê compromissos de redução de emissões de gases para países em desenvolvimento, como o Brasil.

O presidente Fernando Henrique Cardoso pretende apresentar o documento na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio +10, a se realizar em Johannesburgo, África do Sul, de 26 de agosto a 4 de setembro.

Marcado para acontecer dez anos após a conferência do Rio, esse evento tem o duplo objetivo de verificar se os países cumpriram suas estratégias de desenvolvimento sustentável e de prosseguir com o estabelecimento de novos objetivos para o futuro.

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