Gandhi disse:

" Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas. Não há o suficiente para a cobiça humana" - Gandhi

domingo, 18 de abril de 2010

Poluição Atmosférica

A - Introdução
Por poluição atmosférica compreende-se a presença no ar de partículas sólidas e gases tóxicos como, por exemplo: óxido de nitrogênio, dióxido de carbono, os CFCs (clorofluorcarbonos), metano, etc.

B - Causas da Poluição Atmosférica

A principal causa da poluição atmosférica é a atividade industrial. Certos tipos de indústrias destacam-se como grandes fontes de poluição: as refinarias de petróleo, as indústrias de cimento, as usinas termelétricas, as indústrias siderúrgicas, etc. Quanto maior for o nível de industrialização, maior o consumo de combustíveis fósseis e matérias-primas e, conseqüentemente, maior a produção de resíduos e poluição do ar.
As queimadas, os veículos automotores são outros agentes poluidores.

C - Conseqüências da Poluição

A poluição atmosférica afeta quase todos os médios e grandes centros urbanos do Brasil. Nas grandes cidades, áreas de maior concentração industrial de veículos automotores, o problema é mais grave.
Cubatão = O Vale da Morte
Cubatão, centro industrial da baixada Santista, é considerada a cidade de maior poluição atmosférica do Brasil e talvez até do mundo. Pólo da indústria petroquímica, química e siderúrgica, localiza-se numa área imprópria, junto à serra do Mar, área com ventos fracos. Em Vila Parisi, bairro habitado por trabalhadores, a poluição atinge níveis alarmantes, afetando a saúde da população.
Além das doenças cardiorrespiratórias várias crianças nasceram sem cérebro (anencefalia) e com outras anomalias.
A mata Atlântica foi, em grande parte, destruída pela poluição, nas áreas próximas a Cubatão.

O Efeito Estufa

Efeito estufa é a elevação da temperatura da Terra, como conseqüência do excesso de certos gases na atmosfera, principalmente do gás carbônico (dióxido de carbono) e outros.
Esses gases apresentam a mesma propriedade dos vidros transparentes utilizados nas estufas de jardins empregados em países de clima frio. Deixam passar a luz solar, mas impedem a saída do calor, bloqueando e enviando, de volta à Terra, parte da radiação infravermelha (calor) irradiada por nosso planeta.
Convém salientar que o efeito estufa é benéfico aos seres vivos, pois impede grandes variações de temperatura entre o dia e a noite. Entretanto, uma quantidade excessiva de gás carbônico na atmosfera contribui para aumentá-lo, aquecendo a atmosfera em excesso.
A temperatura média do planeta subiu, de 1880 a 1980, cerca de 0,5 °C, reflexo do aumento de CO2 na atmosfera.
Nas últimas duas décadas, esse gás tem aumentado muito e se continuar nesse ritmo, a temperatura atmosférica pode se elevar entre 1,5 °C a 4,5 °C nos próximos cinqüenta anos. Caso isso venha a ocorrer, provocará um derretimento de parte dos gelos polares, elevando o nível médio dos oceanos, o que ocasionará inundações em áreas litorâneas de baixa altitude.

Chuvas Ácidas e Químicas

Chuvas ácidas são precipitações carregadas de ácido sulfúrico e nítrico, formados a partir de reações químicas na atmosfera com os compostos de enxofre lançados ao ar pela queima do carvão mineral, aquecimento doméstico, indústria e veículos.
Na última década, constatou-se que inúmeros lagos, em vários locais do mundo, apresentavam-se exageradamente ácidos, sem qualquer tipo de vida aquática. A causa desse impacto ambiental era a chuva ácida que pode ocorrer em áreas distantes do local de origem da poluição.
Além dos ácidos, as águas das chuvas podem transportar poluentes tóxicos, como o óxido de nitrogênio e outros compostos químicos de origem industrial, que afetam a vegetação e também os animais (chuvas químicas).

O Buraco na Camada de Ozônio

A camada de ozônio localiza-se na estratosfera, entre 16 e 36 km de altitude.
Esse gás é fundamental à vida no planeta, pois filtra uma significativa parcela dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, impedindo que cheguem à superfície com muita intensidade.
Caso não existisse esse filtro representado pelo ozônio, grande parte dos seres vivos existentes no planeta não sobreviveriam. A radiação ultravioleta em excesso provoca câncer de pele, doenças em animais e vegetais, envelhecimento precoce, etc.
Os cientistas descobriram a existência de um "buraco" na camada de ozônio, situado sobre a Antártica. Recentemente, outro buraco foi detectado no pólo Norte, embora de menores proporções que o do pólo Sul. A principal causa desse problema é o consumo elevado dos CFCs - clorofluorcarbono - utilizados como propelentes em sprays (desodorantes/inseticidas) e aparelhos de ar condicionado, geladeiras, etc.

A Camada de Ozônio

Inversão Térmica

É um fenômeno metereológico que ocorre durante alguns dias de inverno e leva a uma situação de completa estagnação do ar; as fumaças das chaminés e dos veículos, ao invés de subirem verticalmente, espalham-se junto ao solo, tornando o ar mais poluído, turvo e esfumaçado.
Isso ocorre quando a superfície do solo está fria e as camadas superiores da atmosfera, aquecidas pelo sol, encontram-se quentes. Desaparece a corrente de convecção (corrente de ar ascendente), pois o ar quente (que está por cima) impede a subida do ar frio (que fica estagnado por baixo), retendo os poluentes junto à superfície.
A ilha de calor é um fenômeno que ocorre na atmosfera das áreas urbanas, que apresentam temperaturas mais elevadas e maior quantidade de chuvas que as áreas rurais periféricas. Forma-se nessas áreas um microclima específico, denominado clima urbano. Em alguns locais a diferença de temperatura entre o centro e a periferia é bastante acentuada, podendo atingir até 10 °C, como nas áreas metropolitanas.

As causas da formação do clima urbano e da formação da ilha de calor são várias, resultando de vários fatores conjugados: o "efeito estufa" provocado pelo aumento do gás carbônico na atmosfera, a presença de enormes massas de concreto e asfalto, ausência de áreas verdes, presença de edifícios que limitam parcialmente a ação dos ventos.

As micropartículas em suspensão, existentes na atmosfera, funcionam como núcleos de condensação de vapor d'água que se transforma em gotas e precipitam sobre a superfície (chuvas), o que explica os maiores índices pluviométricos registrados em algumas áreas urbanas e maior nebulosidade.

A poluição atmosférica caracteriza-se basicamente pela presença de gases tóxicos e partículas sólidas no ar. As principais causas desse fenômeno são a eliminação de resíduos por certos tipos de indústrias (siderúrgicas, petroquímicas, de cimento, etc.) e a queima de carvão e petróleo em usinas, automóveis e sistemas de aquecimento doméstico.

O ar poluído penetra nos pulmões, ocasionando o aparecimento de várias doenças, em especial do aparelho respiratório, como a bronquite crônica, a asma e até o câncer pulmonar. Esses efeitos são reforçados ainda pelo consumo de cigarros.

Nos grandes centros urbanos, tornam-se freqüentes os dias em que a poluição do ar atinge níveis críticos, seja pela ausência de ventos, seja pelas inversões térmicas, que são períodos nos quais cessam as correntes ascendentes do ar, importantes para a limpeza dos poluentes acumulados nas camadas próximas à superfície.

A maioria dos países capitalistas desenvolvidos já possui uma rigorosa legislação antipoluição, que obriga certas fábricas a terem equipamentos especiais (filtros, tratamento de resíduos, etc.) ou a usarem processos menos poluidores. Nesses países também é intenso o controle sobre o aquecimento doméstico a carvão, o escapamento dos automóveis, etc. Tais procedimentos alcançam resultados consideráveis, embora não eliminem completamente o problema da poluição do ar. Por exemplo, pesquisas realizadas há alguns anos mostraram que chapas de ferro se corroem muito mais rapidamente em São Paulo do que em Chicago, apesar de esta metrópole norte-americana possuir maior quantidade de indústrias e automóveis em circulação.

Calcula-se que a poluição do ar tenha provocado um crescimento de teor de gás carbônico na atmosfera, que teria sofrido um aumento de 14% entre 1830 e 1930. Hoje em dia esse aumento é de aproximadamente 0,3% ao ano. Os desmatamentos contribuem bastante para isso, pois a queima das florestas produz grande quantidade de gás carbônico. Como o gás carbônico tem a propriedade de absorver calor, pelo chamado “efeito estufa” , um aumento da proporção desse gás na atmosfera pode ocasionar um aquecimento da superfície terrestre. Efeito estufa: ação que certos gases exercem sobre a radiações do calor da terra, interceptando-as e transmitindo-as de volta a superfície.

Baseados nesse fato, alguns cientistas estabeleceram a seguinte hipótese: com a elevação da temperatura média na superfície terrestre, que no início do século XXI será 2ºC mais alta do que hoje, o gelo existente nas zonas polares (calotas polares) irá se derreter. Consequentemente, o nível do mar subirá cerca de 60 m, inundando a maioria das cidades litorâneas de todo o mundo. Alguns pesquisadores pensam inclusive que esse processo já começou a ocorrer a partir do final da década de 80. Os verões da Europa e até da América têm sido a cada ano mais quente e algumas medições constataram um aumento pequeno, de centímetros, do nível médio do mar em algumas áreas litorâneas. Todavia, esse fato não é ainda admitido por grande parte dos estudiosos do assunto.

Outra importante conseqüência da poluição atmosférica é o surgimento e a expansão de um buraco na camada de ozônio, que se localiza na atmosfera - camada atmosférica situada entre 20 e 80 Km de altitude.

O ozônio é um gás que filtra os raios ultravioleta do Sol. Se esses raios chegassem à superfície terrestre com mais intensidade provocariam queimaduras na pele, que poderiam até causar câncer, e destruiriam as folhas das árvores. O gás CFC - clorofluorcarbono -, contido em sprays de desodorantes ou inseticidas, parece ser o grande responsável pela destruição da camada de ozônio. Por sorte, esses danos foram causados na parte da atmosfera situada acima da Antártida. Nos últimos anos esse buraco na camada de ozônio tem se expandido constantemente.


Obras de Referencia:
COC Empreendimentos Culturais Ltda.
Editora COC

6 comentários: