Gandhi disse:

" Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas. Não há o suficiente para a cobiça humana" - Gandhi

domingo, 18 de abril de 2010

Devastação das Reservas Vegetais Brasileiras

No século atual, sobretudo nas últimas décadas, acelerou-se o processo de devastação das reservas vegetais brasileiras. Além da mata Atlântica e da floresta das Araucárias, a destruição atingiu também a floresta Amazônica, o Cerrado, os Mangues, o Pantanal, as matas Galerias, etc.
Como conseqüência dessa destruição, ocorreram profundas alterações no meio ambiente, levando a um desequilíbrio ecológico.
Além da destruição do solo com as queimadas e a erosão, ocorre a poluição da atmosfera, assoreamento dos rios, extinção de animais, alterações climáticas, etc.
Dentre as causas dessa devastação, podemos salientar: expansão da agropecuária, mineração e garimpo, extração madeireira, construção de estradas ou usinas hidrelétricas, especulação imobiliária, etc.

Domínio Geoecológico Amazônico:

A Degradação Ambiental

A - As Conseqüências do Desmatamento para a Natureza

A cobertura vegetal amazônica desempenha um importantíssimo papel no ecossistema. Através do processo de evapotranspiração, colabora para manter elevada a umidade do ar. A destruição da floresta, que está sendo feita de forma desordenada e acelerada, poderá provocar uma redução na umidade nos índices pluviométricos; as queimadas poluem o ar e destroem os solos.
A floresta protege o solo das chuvas; as folhas impedem que a água da chuva caia diretamente sobre ele, bem como as raízes fixam-no, evitando a erosão. Além disso a floresta é que mantém a reposição de minerais e matéria orgânica do solo, depositando anualmente sobre ele cerca de 8 toneladas por hectare de folhas mortas, galhos, flores e frutos, matéria que entra em rápida decomposição, transformando-se em nutrientes para a própria floresta. A vegetação vive de si própria e depende muito pouco do solo.
O desflorestamento das últimas décadas tem provocado uma aceleração nos processos erosivos e um empobrecimento do solo devido à lixiviação, isto é, sua lavagem pelas chuvas, (enxurradas ou infiltração) que carregam boa parcela dos minerais solúveis como o cálcio, potássio, nitrogênio.
Em algumas áreas ocorre a lacterização dos solos, processo final da lixiviação, que provoca uma concentração de hidróxidos de alumínio, ferro e manganês, originando uma crosta dura e ferruginosa conhecida como canga ou laterita; o solo fica duro e péssimo para a agricultura.
Além do desmatamento influir no clima e no solo, provoca ainda o desaparecimento de várias espécies de animais e a proliferação de certas pragas. Os sedimentos carregados pelas enxurradas são depositados no leito dos rios (assoreamento), tornando-os menos profundos, dificultando ou mesmo impedindo a reprodução dos peixes e provocando enchentes.

A Degradação da Mata Atlântica

A floresta Latifoliada Tropical (mata Atlântica) abrangia, originariamente, extensas áreas da fachada Atlântica, estendendo-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Na região Sudeste, penetrava para o interior, cobrindo vastas áreas do ES, SP, RJ e MG.
Esse ecossistema brasileiro foi quase que totalmente alterado em função do povoamento e da ação humana.
No Nordeste, sua destruição iniciou-se com o processo de colonização através da exploração do pau-brasil e outras madeiras de lei. As matas derrubadas cederam espaço à agroindústria açucareira.
No Centro-Sul sua destruição deveu-se a vários fatores como: exploração madeireira, extração de lenha para consumo doméstico e produção do carvão vegetal. No século XIX e, principalmente, no atual, as matas nativas foram cedendo lugar às edificações humanas, à expansão da agropecuária, com destaque para a lavoura do café. Quase nada sobrou da mata original. As poucas reservas que restaram estão agora protegidas por lei, decreto número 750 assinado em 10 de fevereiro de 1993, pelo presidente Itamar Franco, que substituiu os decretos anteriores.

A Floresta Subtropical das Araucárias

Cobrindo extensas áreas do planalto Meridional, essa paisagem vegetal, formada por coníferas (araucárias) e outras espécies, também foi degradada em sua maior parte. Durante várias décadas do século atual, essa floresta representou a principal fonte de madeira para o mercado interno e externo. O crescimento da população da região e a necessidade de matérias-primas e terras férteis são algumas das causas de sua destruição.

Os Manguezais

O mangue é uma paisagem vegetal que se forma nas costas baixas dos litorais tropicais, principalmente nas reentrâncias, mas também nas baías e nos estuários.
Esse ecossistema, de grande riqueza de flora e fauna, desenvolve-se sobre um solo de consistência lodosa, formado por sedimentos finíssimos carregados pelos rios. Os vegetais são adaptados ao terreno pantanoso e salobre; para manterem-se em pé (na vertical), desenvolvem um sistema de raízes-escora; apresentam também raízes respiratórias (pneumatófaros) que ficam acima do nível das marés; possuem glândulas especiais que lhes possibilitam a eliminação do sal excedente (vegetais halófilos).
A grande quantidade de matéria orgânica produzida no mangue, e carregada pelo refluxo das marés em direção ao mar, possibilita o desenvolvimento e a reprodução de uma grande variedade de peixes, camarões, ostras e vários outros animais marinhos. Os braços de rios e canais transformam-se em verdadeiros "berçários" de peixes e camarões.
A principal causa da destruição dos manguezais é a expansão das áreas urbanas sobre seus terrenos e também a especulação imobiliária através de loteamento (casas de veraneio); através da construção de diques ou drenagem, o mangue tem seus terrenos secados e ocupados pelo homem.
A degradação do mangue também se processa devido à coleta exagerada do caranguejo e outros animais, exploração de madeira para lenha e a retirada das cascas utilizadas em curtumes.
A construção de barragens em rios próximos ao litoral pode também afetar os mangues ao reter os nutrientes carregados pelos rios. Nas últimas décadas, a intensa poluição à beira-mar em algumas regiões tem provocado desastres ecológicos gravíssimos nesse ecossistema: contaminação por petróleo derramado ao mar (São Sebastião e Salvador), contaminação com ácido sulfúrico (regiões carboníferas de Santa Catarina) contaminação por outros produtos químicos lançados aos rios através dos esgotos industriais ou residenciais.
O Cerrado
Domínio geoecológico também ameaçado. Sofreu intensa degradação após 1970, em conseqüência da expansão da fronteira agropecuária com o cultivo da soja e outros produtos.

Obras de Referencia:
COC Empreendimentos Culturais Ltda.
Editora COC

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